Kitabı oku: «Dúvida»

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Publicado pela primeira vez por François Keyser 2021

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Este romance é inteiramente uma obra de ficção. Os nomes, personagens e incidentes

retratado nele é a obra da imaginação do autor. Qualquer semelhança

para pessoas reais, vivas ou mortas, eventos ou localidades é inteiramente coincidência.

François Keyser afirma o direito moral de ser identificado como o autor deste

trabalho.

Primeira edição

Arte da capa por Kseniia Lopyreva (pexels.com)

FRANÇOIS KEYSER

Dúvida

VIOLA

A Exposição de Casamentos de Los Angeles. A maior e mais importante exposição anual de casamentos de Los Angeles. Quem for alguém nessa indústria está lá e quem quer ser alguém nessa indústria deve estar lá.

Este e o primeiro ano que eu consigo alugar uma cabine. No início minha dúvida era se conseguiria recuperar os gastos investidos e ter algum lucro, é colocar o nome da minha empresa no mercado. Por enquanto, parece que ter alugado esta cabine foi uma ótima ideia.

Até no momento, muitos clientes já agendaram para futuras visitas e muitos já reservaram datas para eventos aqui mesmo. Tudo dito, estou muito animada.

Ai, eu a vejo. Minha Inspiração nessa indústria. Christine Jackson. Ela é a número um nessa indústria. Eu tenho a admirado por muito tempo. Mesmo sendo concorrentes, tenho por ela muito respeito. Nessa indústria a espaço suficiente para nós duas e para muito mais. Nunca tinha a visto antes, mas hoje estou a vendo em carne e osso.

Ela e tão bonita pessoalmente como nas fotos que já vi dela. Seu cabelo longo, liso e loiro é perfeito, e parece estar magicamente preso no lugar. Sua voz é acolhedora e calma e seus olhos verdes Esmeraldas brilham. Ela usa de um modo muito inteligente um terninho que acentua todas suas curvas, mas de um jeito certa, dando a ela uma postura profissional em vez de sensual, é isso dependendo de quem está falando com ela. Tenho certeza que os homens estão falando com ela com sua atenção toda no quanto ela e sensual, enquanto as mulheres estão admirando o quanto profissional ela parece ser. Dessa forma e fácil para um marido e sua esposa entrarem em acordo de contratá-la para o casamento dos filhos ou para um casal concordar em contratá-la para o seu próprio casamento, mesmo que tenham razões diferentes para ter o feito.

Não, me leve a mal. Eu não quero estereotipar, e eu sei que nem todos vão cair nesse truque, mas há uma razão pela qual vestir-se sensualmente é um dos truques mais antigos do livro para quem quer chamar atenção. É quase sempre funciona.

Mentalmente levo isso em conta enquanto me estudo subitamente no espelho que está na cabine a frente. Posso não estar vestida sensualmente como a Christine, mas não estou nada mal em termos de profissional. Talvez não precise de me vestir como ela e só preciso de continuar a fazer o que estou à fazendo.

Quando me assusto com uma voz atrás de mim.

-Você a Viola?

Viro-me apressadamente corando por ter sido pega me estudando no espelho. É a Christine e eu fico mais vermelha ainda mais só porque é ela. Recupero rapidamente e aceno com a cabeça que sim.

-Sim. Sou eu. E, você é Christine Jackson. Ofereço a minha mão, mas ela ignora-a.

-Todo mundo me conhece, ela sorri.

- Você não faz ideia. Sou sua fã desde que comecei nessa indústria. Você é minha inspiração.

-Sério?

Os olhos da Christine brilham quando ela escuta o meu comentário.

-Fico feliz em ouvir. Não fazia ideia de que alguém como você era apenas um admirador.

Estou bajulando a Christine como uma menina da escola quando a primeira paixão dela repara nela pela primeira vez. Antes de poder dizer mais alguma coisa à minha assistente, a Jessica chama-me a atenção. Eu olho para ela, e ela está mostrando o seu celular e indicando que alguém está na linha querendo falar comigo.

-Com licença por um momento, digo eu. Vou até a Jessica que me pega pelo braço e nós afasta da Christine.

-Quem está no telefone?”

-Ninguém, sussurra ela. "mas segue o meu conselho. Finja que a alguém no celular e se afaste, agora. Só volte quando ela se for.

Olho para ela de forma estranha, mas a expressão dela diz-me que ela está falando muito sério. Eu pego o celular e o coloco no ouvido. Ai, começo a conversar sozinha e me afasto dali.

Jessica aproxima-se da Christine.

-Lamento muito, mas. Viola precisa atender essa ligação. Outro agendamento, importante.

Christine faz um leve movimento com a cabeça e sorri. Ela estende a mão.

-Não tem problema. E você é?

Jessica ignora a mão de Christine assim como Christine ignorou a minha.

-Jessica. Como posso ajudá-la?

-Quem seria você? Christine diz enquanto ela pega um dos nossos panfletos.

-Só vim ver a cabine de vocês para ter certeza de que não estou cometendo nenhum erro de amadores.

-Bem, então eu acho que você pode perceber que você tem um monte de coisas para fazer, Jessica responde friamente.

Os olhos da Christine endurecem e ela dá uma última olhada na minha cabine. Apesar da lealdade que Jessica tem comigo e a forma que fala com Christine, mesmo assim Christine diz:

-Se algum dia quiser trabalhar com um verdadeiro profissional, me ligue. Eu pago mais. Além disso, acho que sua chefe não vai estar nesse negócio por muito mais tempo.

-Por quê? A Jessica pergunta.

-É só um palpite, diz a Christine. Mas vou deixar claro que a minha oferta e valida enquanto está piada estiver funcionando. Quando já não estiver mais, a minha oferta desaparecerá. Saia enquanto você ainda está sendo valor.

-Eu já estou valor, responde Jessica. -Estamos cada vez melhor e mais vista. Agora, porque não vai ser um lixo de fantasia masculina lá na sua cabine antes que eu tenha de chamar os lixeiros.

A Christina fez uma cara de quem está com muita raiva. Ela abre e fecha a boca muitas vezes, antes de sair andando rapidamente.

De longe eu conseguir ver a Jessica e a Christine de longe, mas não consegui ouvir o que elas conversaram. Assim que Christina sai, eu volto para a cabine.

-O que foi aquilo? Pergunto à Jessica.

-Jesus Cristo, Garota! Você estava babando em cima daquela vaca! Ela me imita, -Você e minha inspiração.

Ela deve estar dizendo para todas as pessoas agora lá na cabine dela, que ela e sua inspiração. Sabe ela até me ofereceu um emprego e disse que você não vai estar por muito tempo nessa indústria.

-O que?" Eu pergunto espantada.

-Sim, ótima sua Inspiração, diz a Jessica.

-Há, mas pera aí, que eu vou lá mostrar para ela...

Jessica me impede.

-Deixa para lá, Vi. Não há necessidade de fazer essa situação se torna pior. Ela só está com inveja, porque somos melhores do que ela e ela sabe disso. Seja superior a ela e deixe para lá. Há espaço suficiente para ambas neste ramo.

Eu suspiro.

-Certo, eu acho que você tem razão. Obrigada, Jessica. Eu entro para dentro da cabine e me sento. Mas por dentro eu estou com ódio. Eu tinha respeito pela Christina, mas agora depois do que Jessica me disse, eu perdi todo meu respeito por ela. Também estou magoada, então decido dar uma volta para me acalmar um pouco.

O resto da exposição ocorre sem mais nenhum contacto entre mim e a Christine. Os clientes que ganhámos com a nossa presença na exposição fez valer a pena o dinheiro e tempo investido e mim ajudou a esquecer todo o acontecido com a Christine.

CHRISTINE

Eu sou organizadora de casamentos há muito tempo. Eu sou a melhor nessa indústria e não vou deixar uma jovenzinha iniciante vir tentar derrubar meu império. Mas se há uma pessoa que vem me atrapalhando mais e mais, essa pessoa é ela. Viola.

Eu perdi muitos trabalhos para ela. Eu ainda estou tendo muito lucro e estou crescendo, mas eu poderia estar muito melhor se ela parece de ficar se metendo nos meus negócios.

Quem ela pensa que ela é? Conheço esse ramo de dentro para fora. Não é muito difícil quando já e uma especialista no assunto. Na verdade, a experiencia torna fácil identificar os pontos fracos de qualquer organizador de casamentos. Bem, são os mesmos pontos fracos que os meus e isso vai tornar ainda mais fácil derrubá-la. Aquela assistente petulante dela não quis aceitar a minha oferta, mas não faz mal. Foi só um ponto de ataque.

Quando eu acabar, elas vão rastejar até mim.

Olho para o folheto que peguei na cabine delas e começo a formular o meu plano de ataque. Início o meu laptop e rapidamente já estou navegando pelo site da Viola procurando as informações que preciso. Não consigo achar o que estava procurando, então descido procurar de outra forma. Vou à galeria e aos depoimentos.

Bingo! Eu faço anotações de tudo que preciso e aí saio do site.

Pego o telefone e ligo para o número do escritório da Viola.

O telefone é atendido rapidamente.

-Oi, aqui fala a Sra. Anderson.

-Sim, Sra. Anderson. Como posso ajudá-la? É a Jessica a assistente de Viola.

-Vamos dar uma festa em breve para o escritório do Sr. Anderson e ele perguntou-me sobre a banda que tivemos no casamento. Pensei em ligar para saber se posso contactá-los para ver se estão disponíveis. Seria possível me passar o contato deles?

-Claro, Sra. Anderson. Seria um prazer. Aguarde um minuto que irei pegar.

Espero por uns minutos e logo Jessica volta ao telefone. -

Aqui está, Sra. Anderson.

Ela me passa o nome e o número de contato do Steve uns dos integrantes da banda chamada "Plastered". Eu a agradeço e desligo.

Sorrio e mentalmente me parabenizo. Essa foi fácil.

Quando Steve atendeu o telefone eu marquei de encontrá-lo para podermos conversar sobre eles serem contratados para uma festa.

Steve já estava me esperando quando eu entrei no Cafeteria. Ele me reconheceu pelas roupas que eu mencionei para ele que estaria vestida e acenou para mim. Eu fui direto para a mesa que ele estava e me sentei bem na sua frente. Eu senti os seus olhos me avaliando assim que eu me sentei. Eu usava uma saia curta e uma blusa de algodão branca que acentua os meus seios. Está desabotoada o suficiente para revelar um vislumbre do meu sutiã que é visível através do material macio da blusa. Eu apertei a sua mão.

-Em que posso ajudá-la? Steve pergunta.

-Bem, eu tenho uma confissão a fazer, Steve, Eu o respondo.

-O que seria? Steve pergunta, Intrigado.

-Bem, quando eu disse que precisava de uma banda para uma festa, não estava sendo totalmente honesta. Mas eu adoraria que sua banda tocasse em todas minhas festas, quer dizer, se for a escolha do cliente.

- Em todas suas Festas? Steve parasse não gostar. - Não entendo.

-Sou organizadora de casamentos, assim como a Viola com quem você trabalha regularmente.

Steve faz um movimento com a cabeça assim que a ficha cai.

-Bem, você sabe eu e Viola nos conhecemos há muito tempo. Ficaria feliz em trabalhar com você quando não tiver nenhum casamento já agendado com a Viola.

Eu dou um pequeno sorriso e uma leve balançada na cabeça.

- Steve, imaginei que poderia dizer isso, mas estou interessada em um acordo ao contrário. Você toca em todos os meus casamentos e quando a agenda estiver livre você toca para a Viola. É eu irei te pagar o dobro e meio do que ela te paga agora por casamento.

Steve me olha, mas não diz nada. Eu posso perceber que sua mente está trabalhando e que ele não está conseguindo tomar uma decisão então eu o digo.

-Esta proposta só vale, Para aqui e agora. Não tem como ir até a Viola e negociar com ela. Eu não gosto de ficar mendigando.

-Bem, posso ligar pelo menos para banda e conversar com eles? Steve pergunta.

-Por que se negariam? Um trabalho é um trabalho. Não importa para quem toca ou onde toca. Estou errada?

Steve suspira. Ele está tentado, mas posso perceber que ele tem uma lealdade com a Viola.

-Quando é o primeiro trabalho?

- Sábado.

-Sábado? Mas isso é daqui a dois dias!

-E?

-Estamos marcados para um casamento com a Viola. Não podemos deixá-la em cima da hora. Não é ético.

-Olha, eu digo com um tom, mas duro na voz. -Vocês têm uma boa reputação lá fora. E foi por isso que contatei vocês primeiro. Mas não são a única banda. Também vou ser sincera, não quero parecer que estou a mim gabar , mas quando se trata de Organizadores de casamentos, EU, SOU A MELHOR. Então, fica a sua escolha se você que continuar trabalhando para a número dois ou três, ou se você quer vim ficar comigo no topo. O sucesso gera sucesso. Você sabe disso tão bem quanto eu.

Steve pondera minhas palavras. Posso perceber que ele não está feliz com a situação. Ele balança a cabeça.

-Certo, podemos começar semana que vem. Não este fim de semana. Eu simplesmente não posso fazer isso com a Viola e seu cliente.

Olho bem para Steve. Ele está falando sério.

- Então terei que encontrar outra banda, eu digo enquanto junto minhas coisas para sair.

-Então não temos um acordo? Steve pergunta.

- Eu te fiz uma proposta. Eu digo com firmeza.

-Um acordo somente é um acordo quando ambas as partes estão felizes. Eu faço uma pausa.

- É o que não está te agradando nesse acordo? Um final-de-semana?

-Um final de semana que vai deixar de ganhar o dobro e meio do que está ganhando agora e em todos os fins de semanas a frente.

- Sabe, eu acho que isso não tem nada a ver com o fato da nossa banda ganhar mais, e sim algo pessoal entre você e a Viola. Estou certo? Porque se esse for o caso a banda não vai fazer diferença. Se você não tiver o que ela tem a oferecer, você sempre vai estar um passo atras.

-...Então me diga, Steve, o que ela tem que eu não tenho?

-Além da banda, ela tem uma ótima assistente…

- Isso eu também tenho, digo eu.

-...uma boa relaçãos com os clientes…

-Isso também, acrescento.

-Encantador de Casamentos…

-Um o quê? Eu pergunto franzindo as sobrancelhas

Steve sorri.

-Vê. Você não oferece tudo que ela oferece.

Ignoro o comentário dele.

-O que é um encantador de casamentos?

-E uma pessoa que encoraja a noiva ou o noivo a conversar e o aconselha como superar o sua dúvida de se casar no último minuto. Você sabe, aquela dúvida de última hora? Ele faz aspas imaginarias com os dedos no ar.

Eu me sento. -Oh, isso! Quem não oferece isso? Eu minto. -Eu simplesmente não uso esse nome.

-Certo, tenho de ir andando. Foi um prazer conhecê-la, mas acho que não vamos entrar em um acordo diz Steve.

-Bem, lembra que tentei ajudar.

-Obrigado, diz O Steve.

Então eu me levanto. Ele também se levanta e apertamos as mãos. Eu saio da cafeteria e ele se senta novamente e pega o celular. Eu sei que ele vai tentar negociar. Talvez o deixe fazer. Vou ver como me sinto mais tarde. Neste momento, estou mais interessada no conceito de "Encantador de casamentos" que ele me mencionou.

E penso em todos os cancelamentos que já tive quando casamento estava prestes a começar na Igreja. Não muitos, mas acontece. É engenhoso e agora estou ainda mais certa de que devo fazer de tudo para fechar o negócio da Viola.

VIOLA

- Steve, isso e muito complicado. Eu não posso pagar isso para a banda tocar. Você sabe, esse casamento já esta confirmado a meses. Eu calculei todo o valor com base no que estou te pagando. Quem quer que seja que esta te oferecendo esse valor para vocês tocarem, tem o orçamento para pagar esse valor, eu nesse momento não tenho.

-Eu falei com a banda, responde Steve. - Eles querem receber mais.

- Podemos em aumentar o valor pago, para os próximos casamento. Mas não este desse final de semana. Já cortei muito o meu lucro só para conseguir este casamento. É importante para mim. Fazer este casamento é bom para o meu currículo.

-Bem, mas não é bom para os nossos bolsos, responde Steve firmemente.

-Steve, por favor. De onde está vindo isso agora? Nós sempre fomos capazes de negociar. Por que esse grande obstáculo agora?

-Eu só tenho algumas horas para dar minha resposta depois a oferta está fora de questão.

-Bem, posso perguntar quem é que te fez essa oferta?

-Isso importa? Não vai mudar nada, responde Steve.

-Claro, mas eu vou descobrir da mesma forma.

-Christine. Christine Jackson.

Sinto a minha raiva aumentar instantaneamente. A mulher que idolatrei e tive como inspiração até recentemente. Eu sinto no fundo do meu coração que isso e planejado. Isso não e coincidência. Eu quase solto um palavrão, mas me seguro.

-Vi? Steve pergunta.

-Sim. Está bem, olha. Eu vou te pagar o dobro para esse casamento nesse final de semana. Mas, não faça isso comigo de novo, certo?

-Certo.

-Preciso da sua palavra, Steve, digo com firmeza. -Não posso ter este tipo de problemas assim tão perto do casamento.

-Está bem, diz o Steve. -Desculpa.

-Poderia me fazer um favor?

-O que deseja? Steve pergunta.

-Nem uma palavra sobre isso para ninguém, está bem? Se isso se espalhar todo mundo vai querer receber a mais, e eu não tenho como fazer isso no momento. Certo? Pode falar para a banda?

-Claro, nós vamos ficar de bico calados.

-Espero que sim, eu falo.

-Vi, diz o Steve.

Ele quer me dizer algo e parece hesitante em fazê-lo.

-O que foi, Steve? Eu pergunto.

-Eu deixei escapar que você usa um encantador de casamentos, diz O Steve.

-O que é um encantador de casamentos? Pergunto, confusa.

-Ashley, responde Steve.

Eu abaixo minha cabeça. Não sei o que dizer. Sempre pensei na Ashley como uma conselheira. E tenho a mantido em segredo por tanto tempo. Toda a minha equipa sabe dela, mas é só isso. É algo que não faço publicidade nem aos meus clientes. Ninguém mais nessa indústria usa um, pelo menos que eu saiba, e agora alguém deu com a língua nos dentes.

Eu quero gritar com o Steve, mas me seguro.

-Vi? Ele pergunta para quebrar o meu silêncio.

-Estou aqui, respondo eu.

-Olha, desculpa. Não queria causar nenhum problema ou deixar escapar o teu segredo. Só estava tentando dizer para ela que você e bem melhor do que ela.

E mesmo assim você iria trabalhar com ela por causa do dinheiro, eu penso. Imediatamente me sinto culpada pelo meu pensamento. Conheço o Steve há muito tempo. Trabalhámos juntos por muito tempo também e eu esperava que ele me abordasse de uma forma mais profissional para pedir que aumentasse o valor pelo seu serviço.

-Agradeço, Steve, digo eu. -Só não fale mais nada sobre isso com ela ou com outra pessoa, está bem?

-Claro, Me desculpa, diz O Steve.

Desligamos, e eu começo a andar com muita raiva na sala. Estou furiosa. Há minha Vontade e de ligar para a Christina e falar umas poucas e boas, mas me seguro. Estou com mais raiva pelo fato dela agora saber sobre o encantador de casamentos. Estou com raiva dela e do Steve.

Por alguma razão, tenho um mau pressentimento sobre o facto do Steve ter contado para Christine sobre o meu "encantador de casamentos". Eu nunca anunciei a ninguém, porque acho que não é algo para anunciar, como algo que me distingue dos outros Planejadores de casamentos. Claro, eu cobro por ele, mas a taxa é incorporada em outras taxas quando eu forneço o orçamento para os clientes.

Não ofereço esse serviço por causa do dinheiro, porque meus serviços ainda assim são mais baratos do que pessoas como a Christine. É, sim, pelo fato que eu não quero que as pessoas se sintam como se estivesse sendo obrigados a casar-se, enquanto estão tendo dúvidas no último momento. A verdade é que muita gente tem dúvidas no último momento, dúvidas tolas já que normalmente quase todos vão enfrente com o casamento. Mas se não o forem, caso não se casem, perderão muito dinheiro que não é reembolsável. O dinheiro pago para o fornecedor, o DJ, o local, a banda e muito mais. Também tenho de pensar na minha reputação e não vou cancelar um casamento porque alguém está com dúvidas. Tenho uma reputação a manter. Fiz tudo baseado no que eu achei ser melhor, e até agora, funcionou e muita gente está feliz.

Tenho a certeza de que a Christine será rápida a copiar a ideia agora que ela sabe. Principalmente porque fui capaz de manter o Steve e sua banda. Ela vai ficar furiosa com isso e vai procurar uma próxima coisa para que possa me prejudicar.

Acho que ela não gosta de mim porque estou tornando sua maior concorrência. Não consigo imaginar outro motivo sem ser esse, talvez eu possa ter pegado um cliente que ela queria muito, um cliente tipo o que iria fazer o casamento esse fim de semana.

Bem, ela pode vir atras da minha banda e do que mais ela querer, mas pra que isso se no final ela já perdeu esse cliente ,se for esse o caso.

Mais sorte na próxima, Vadia. Eu penso. Estou bastante assustada com a rapidez com que a minha visão dela passou de ídolo e inspiração para estômago embrulhado e raiva quando penso nela ou ouço o seu nome.

Fico me perguntando se ela vai atras dos meus outros parceiros de negócios agora que ela falhou com o Steve. Em vez de ficar sentada e martirizando, eu decido encontrar outras parcerias alternativas para cobrir se necessário. É a coisa certa a fazer.

CHRISTINE

Estou com muita raiva. Eu falhei, e não consegui o Steve e sua banda.

Então, eu respiro fundo e começo a relaxar. Arranjar uma banda e apenas uma parte do trabalho de uma organizadora de casamentos. Há muitas outras partes desse trabalho que eu posso seguir em frente. No entanto, acabo colocando as outras partes que envolve a organização de um casamento de lado, e me foco nesse conceito “encantador de casamento” que o Steve deixou escapar.

Sei que há algo importante nisso. Fica ali pesando nos meus pensamentos como uma pulga atras da orelha. Tenho de admitir que é uma ideia genial e eu deveria adicionar esse serviço também. Mas há algo mais sobre isso que eu acho que é muito mais importante do que simplesmente copiar a ideia.

Pego o panfleto que peguei na cabine da Viola e estudo-o. Não há uma palavra no panfleto sobre um encantador de casamentos. Nada que lhe faça pensa nisso como um serviço.

Eu voltei no site dela. É nada. Não tem nada em nenhum lugar. Os comentários não dizem nada sobre isso. Como ela conseguiu manter isso um segredo? Certamente os clientes devem ficar impressionados com o serviço acrescentado?

Por que é que os clientes guardariam segredo? Não é possível. Há não ser...

Há não ser, o que? Sei que estou quase lá, mas não consigo desvendar. Frustrada, eu tento deixar isso de lado e focar em outro trabalho que tenho que fazer.

A minha assistente entra no meu escritório e eu descido compartilhar a ideia com ela.

-Lacy?

-Sim?

-Quero tirar uma ideia com você. Uma ideia que pode melhorar o nosso serviço e nos diferenciar de todos os outros planejadores de casamento.

- Bem, Lacy diz enquanto se senta na minha frente. -O que é?

-Um encantador de casamentos.

-Um o quê? Lucy pergunta, não entendendo sobre o que estou falando.

-Um encantador de casamentos. Uma pessoa que eu contrato para encorajar a noiva ou o noivo a colocar as suas dúvidas de última hora de se casar de lado e ir em frente com o casamento de qualquer maneira.

-Por que raios que você quer fazer isso? Lacy pergunta.

-Porque os clientes gastam muito dinheiro em casamento. Dinheiro que eles perdem se a noiva ou o noivo decidir abandonar o outro no altar. Essa pessoa os ajudaria a superar o medo e ir em frente com o casamento

Lucy balança a cabeça. Ela é conservadora e sei que fiz a coisa certa em perguntar ela. Se alguém tiver alguma objeção a isso, é ela. Por mais que as suas objeções sejam sempre negativas, elas fazem sentido a maior parte do tempo.

-Nem pensar. Isso é pedir por problemas.

-Problemas? De que parte?

-Chris, ela diz usando uma versão abreviada do meu nome. -É perigoso. Uma boa ideia, mas perigosa. Muito perigosa.

-Por que você diz que é perigoso?

Ela se inclina para a frente, cruza as pernas e descansa o cotovelo no joelho. No final, ela descansa o queixo na mão, como sempre faz quando está prestes a expressar um ponto muito importante. -O que acontece se este encantador de casamentos convence a noiva ou o noivo a se casar e alguns meses ou anos depois, eles se divorciam?

-Não sei se estou conseguindo te acompanhar nesse pensamento, Lacy.

-Bem, as pessoas ficam muito amargas quando se divorciam. Eles sempre precisam culpar alguém. Eles precisam colocar a sua raiva em cima de alguém, e se eles disserem que se casaram porque foram pressionados por um encantador de casamentos a se casarem, posso te dizer que rapidinho teria advogados batendo na nossa porta.

Eu absorvo tudo que Lucy me disse. Eu sei que ela tem razão e na minha mente, nessa hora tudo fica claro.

Aceno com minha cabeça compreendendo tudo. -Obrigado, Lacy. Faz sentido. Eu posso sempre contar você.

-É para isso que aqui estou, ela sorri.

-Isso e tudo por agora.

Lacy levanta-se e sai do meu escritório.

Eu quase pulo de alegria. Eu não acredito que eu não tinha visto a possibilidade de tudo que ela me disse. Eu olho novamente o folheto. É nada. Nenhuma palavra sobre o tão encantador de casamento.

E agora eu sei o porquê. Porque isso é uma bomba à procura de um detonador e de um local para detonar. Qualquer casamento pode ser o local e o detonador.

Eu dou uma gargalhada de alegria.

Eu sei o que preciso de fazer.

VIOLA

Dúvida.

Não, eu não estou falando daquela Dúvida entre uma roupa ou outras, sim, daquela dúvida que sentimos a ter que tomar uma decisão que vai mudar a nossa vida.

Eu estou falando daquela Dúvida de estar tomando a decisão errada.

Umas das piores

Do tipo que algumas mulheres, em menor quantidade, e que alguns homens recebem pouco antes do seu casamento. Sim, desse tipo.

O meu maior ódio. Por quê? Porque no meu trabalho, eles podem arruinar tudo.

Qual é a minha profissão?

Sou organizadora de casamentos. Qualquer organizador de casamentos odeia e teme esses casais com dúvida de se casar. Porque esse medo pode arruinar tudo. Pode acabar com o dia. Te arruinar financeiramente e manchar a sua reputação.

Mas estou neste trabalho há muito tempo e aprendi da maneira mais difícil. Quando você já teve muitos cancelamentos de última hora por causa dessas dúvidas, aí fica difícil. E se torna uma questão de sobrevivência para que você possa continuar fazendo o que ama.

Eu agora só trabalho com depósitos não reembolsáveis. Eles assinam um contrato quando me contratam e aceitam que perderão o seu suado dinheiro se tiverem coragem de cancelar. O depósito cobre o aluguel do local, decorações, bolo, buffet, móveis e tenda, também o fotógrafo, a banda, absolutamente tudo o que eu preciso para cobrir.

Eu fui mais longe com os meus serviços. Incluo um terapeuta que dá conselhos de última hora se a noiva ou o noivo ficam com Dúvida. Eles não sabem que a pessoa com quem vão falar é uma conselheira quando a peço para entrar. O terapeuta faz a mágica que é precisa, para manter o evento.

Eu sou a melhor. Não só no que diz respeito aos clientes, mas também no que diz respeito aos meus fornecedores. Eles sabem que vão ser pagos mesmo que o evento não continue.

Estou cheia de clientes e alguns até mudaram a data dos casamentos só para eu poder planejar o casamento deles. Não estou a me gabar, só estou dizendo a verdade.

Para mim, não é apenas pelo trabalho. Para mim a algo especial em ver um casal caminhar pela nave, “há se você não sabe esse e o nome corredor que a noiva e todo o cortejo passam” até aquele momento em que se comprometem um ao outro diante de Deus e de todos os convidados presentes. Ver o carinho e o amor nos seus olhos, aquele pequeno beijo quando se cumprimentam e todo o restante da celebração. Eu amo isso. Eu amo ver um casal apaixonado e feliz. É por isso que eu faço esse trabalho. Ajudo casais a realizar um sonho no dia do casamento.

Mas hoje estou aqui segurando minha respiração. É Sábado à tarde.

O noivo está à espera na igreja e a noiva ainda nem saiu de casa. A terapeuta está fazendo o melhor que pode, mas está sendo muito difícil.

Começo a pensar que estou prestes a perder o primeiro casamento que perdi em séculos. Estou vendo meu recorde de noivos e noivas que ajudei a superar essa Dúvida, acabando por aqui. O noivo está inquieto assim como as pessoas na Igreja.

Aqui estou eu segurando minha respiração é esperando por alguma notícia.

O meu telefone toca. A noiva está a caminho.

Faço uma oração de agradecimento silenciosa e suspiro em alívio. pego meu walkie-talkie e falo com a minha equipa. -A noiva está a caminho. Todo mundo em Posições, por favor.

Recebo a confirmações da equipa que está tudo certo e vou para dentro dizer ao noivo que a noiva está a caminho. Eu minto e digo para ele que houve um engarrafamento por causa de um acidente. Normalmente é essa a história que dou. A noiva, ou o noivo, qualquer um deles que tiver esse Dúvida, é sempre instruído o que falar antes de chegar na igreja. porque no fundo, ninguém quer admitir que teve Dúvida no dia do casamento. Não é a melhor maneira de se começar um casamento. Eles podem resolver isso mais tarde se a noiva ou o noivo quiser dar ao seu novo cônjuge a verdadeira razão pelo qual estavam atrasados.

A viagem para a igreja não é longe e, felizmente, o carro da noiva chega bem rápido. A noiva sai do carro e o órgão começa a tocar enquanto ela entra na igreja com as floristas e a dama de honra na sua frente.

O noivo a ver e a seu rosto ilumina-se de alegria. Ele não consegue ver o rosto dela tão bem por causa do véu. Espero que a noiva tenha superado o seu medo. A minha conselheira saiu do carro assim que chegaram. Deve ter sido muito ruim já que a terapeuta teve que vir até à igreja com ela.

Fico preocupada com a possibilidade de a noiva voltar atrás, mas parece que ela está firme na decisão No momento que ela fala " Sim" e beija o seu marido, faço até uma oração em agradecimento.

Espero lá fora enquanto o casal recém-casado sai da Igreja. Os convidados e padrinhos de casamentos jogam arroz no casal enquanto eles descem os degraus da igreja e entram no carro.

Conseguimos, eu penso aliviada. Agora, só resta a recepção a qual eu espero que corra tranquilamente como planejada. O casal vai fazer suas fotos pouco antes da recepção, bom que eu aproveito esse tempo para eu almoçar e reagrupar com a equipe.

Quando me dirijo para reentrar na Igreja, vejo ele pela primeira vez. Eu paro enquanto o observo.

Ele é magro, mas musculoso. Sabe, não muito musculoso, mas dá para perceber que ele passa um tempo se exercitando na academia. Seu cabelo é preto e curto, mas não curto no estilo militar. Seus olhos azuis brilham e sua mandíbula forte é perfeitamente proporcional. Dentes brancos brilham com seu sorriso e tudo sobre ele diz: "eu estou no comando.”

Ele pode mandar em mim o dia que quiser, eu penso enquanto o admiro. Ele está olhando o casal recém-casados, mas pode perceber que o estou observando, porque ele vira e o nosso olhar se encontra por um instante. Eu coro e olho para o lado rapidamente, enquanto sinto minha calcinha molhar.

Eu não o vi com ninguém, e me pergunto se estará acompanhado. Certamente, não tem capacidade de ele estar sozinho? Não alguém tão lindo como ele!

Sinto os olhos dele em mim, mas resisto à vontade de olhar para ele outra vez. Eu espero o casal se dirigir para o carro e ligo meu walkie-talkie e chamo minha equipe para uma reunião.

Nos encontramos no estacionamento da igreja, onde aproveitamos e almoçamos. No meu ramo, tenho muitos contatos. Um deles é um fornecedor de comida que uso regularmente para a equipa. Não são caros e a comida é sempre boa. Eles também sabem dos gostos de toda a equipe e por isso não preciso me preocupar com alguém recebendo a comida errada. Facilita muito. Mais uma parte da máquina do meu negócio de organizadora de casamentos.

Durante o casamento o buffet também nos permite comer em um local mais tranquilo afastado da parte de restaurante do casamento. Assim podemos fazer o que é preciso e ir nos adaptando conforme e preciso.

A equipe toda confirma suas posições na recepção do casamento. O fotógrafo é o único que está ausente desde que ele tem um dia cheio com os noivos.

A banda confirma que eles estão prontos com seu equipamento e vai para o local de recepção após o almoço para começar a configurar e testar seu equipamento.

Eu repasso minha lista de afazeres e vou marcando e eliminando conforme vou confirmando com a equipe.

Buffet. Confirmado Banda. Confirmado Decoração. Confirmado Flores. Confirmado DJ. Confirmado A lista continua e tudo está confirmado.

Eu termino a lista e todos nós reunimos para almoçar.

A Ashley aproxima-se de mim. Ela é a terapeuta que eu uso quando a noiva ou o noivo ficam com Dúvida e indecisos. Nunca espero que ela fique por perto depois do casamento. O seu trabalho está praticamente concluído depois de o casal diz "aceito".

-Ashley, eu sorrio e abraço-a. Nos duas trabalhamos juntas por muito tempo e somos boas amigas.

-Você fez um ótimo trabalho, eu sorrio para ela quando término de a abraçar.

A Ashley olha para a equipe rapidamente e volta para mim. -Podemos conversar em privado?

Sinto que ela está preocupada, e aceno que sim com a cabeça. -Claro, - vamos lá dentro. Entramos na igreja pela porta da lateral e nos sentamos em um banco uma do lado da outra.

-O que é? Eu pergunto a Ashley.

A Ashley olha para mim. - Esta foi uma das sessões mais difícil que eu tive. diz ela. -Eu não sei se fiz a coisa certa.

-Como assim, você não sabe se fez a coisa certa? Eu pergunto confusa.

Ashley limpa um pedaço de cabelo preto próximo do seu rosto e continua, - eu entendo que as pessoas têm Dúvida às vezes e eu sei que é meu trabalho fazê-los passar por isso para que o casamento possa correr bem. Mas, as vezes a mais do que somente Dúvida do casamento, do que realmente parece. Nunca ninguém tinha me dado um motivo pelo seu medo, e hoje a noiva me deu um.

-Não sei se estou conseguindo seguir seu pensamento, eu digo.

A Ashley parece que está prestes a chorar e abre a boca para continuar, mas depois fecha-a.

-Está tudo bem? Uma voz pergunta atras de mim.

Eu me viro e vejo o padre que casou os noivos.

-Sim padre, eu respondo e me levanto por respeito. - Ashley está um pouco emocionada com o casamento da irmã. Eu fico esperando que um raio caia sobre mim por ter mentido para o padre, mas não vem.

- Desde que sejam emoções de felicidades. O padre sorri.

- Concordo plenamente. sorrio Ashley simplesmente acena com a cabeça que sim. Eu percebo que ela não e capaz de falar, e que esta preste a desabar.

-Muito bem, então, diz O Padre e ele costa no ombro de Ashley enquanto ele se move.

Os olhos de Ashley se fecham e ela começa a soluçar silenciosamente. Eu me sento ao seu lado e coloco meus braços ao redor do seu ombro. -Tudo bem. Fala comigo. -Qual é o problema?

A Ashley chora durante muito tempo e finalmente acalma o suficiente para parar de chorar. Eu tinha entregado para ela os restos dos meus lenços descartáveis e ela soa o nariz e tenta limpar a sua maquiagem toda borrada. Pelo menos ela tem tempo para tentar arrumar a maquiagem antes da recepção. Ela não tem que ir, mas normalmente vai.

Ela fica calada por um momento, e finalmente ela começa a me dizer o que a deixou tão chateada. -A noiva estava com Dúvida porquê... porque ela acha que o noivo está a traindo.

As palavras me acertam como um caminhão. -O quê? Sério?

Ashley acena com a cabeça e, quando ela começa a chorar novamente, ela consegue dizer: -eu posso ter convencido a noiva a se casar com um traidor!

VIOLA

Nunca passei por essa situação antes. Ashley me conta que a noiva não tem provas. Ela nem sabe com quem o noivo pode estar a traindo se ele estiver a traindo.

Eu acalmo a Ashley o suficiente para ela parar de chorar e tento fazê-la se sentir melhor. Tento lembrar ela de todas as vezes que ela fez um bom trabalho e que sempre deu tudo certo. Tento convencê-la que tudo dará certo. Sugiro que é melhor ela ir para a casa e não ir a recepção, mas ela insiste que deve ir.

Estou tentada e puxar o noivo pelos braços, e falar para ele tudo que ouvi e aconselhar ele a manter o pinto dentro da calça pelo menos por hoje. Mas não é da minha conta. Se a noiva estiver errada e eu falar sobre isso, posso ser processada, e a Ashley também. Eu provavelmente perderia toda a minha reputação e o meu negócio, e eu nem me importaria pelo fato de que eu teria que devolver o dinheiro que me foi pago pelo casamento. Porque eu faria se fosse do meu interesse. E provavelmente nunca mais conseguiria trabalhar em outro casamento na minha vida.

Não, o espetáculo tem de continuar. Penso positivo e tento garantir à Ashley que vai correr tudo bem. Não há mal em pensar positivo. Certo?

Ashley decide ir para casa descansar e consertar sua maquiagem antes de voltar para a recepção. A equipe já terminou de almoçar e já saiu quando eu volto.

Vou para casa e tomo um banho rápido. Eu sempre deixo um tempo para correr em casa e tomar um banho rápido antes da recepção. O trabalho de organizadora de casamento não é fácil, e a quantidade de suor que eu suo na igreja é inacreditável. Não tem a possibilidade de passar o dia todo sem um banho e trocar de roupa.

Pronto para o round two, digo a mim mesma entrando dentro do meu carro. Chego cedo como sempre. A recepção está sendo realizada no Bel Air Bay Club.

Eu ando pelo edifício e pelo jardim, certificando que tudo está de acordo com o plano. Procuro pelo homem que vê do lado de fora da igreja, mas parece que ainda não chegou. Ainda está cedo, muitos convidados ainda não chegaram.

Além do que a Ashley me disse, não parece haver nada de errado, e imagino que a recepção vai acontecer sem nenhum problema.

O casal e suas famílias chegam e são direcionados para os jardins. Essa e a hora que as fotos são feitas antes da recepção.

Observo os noivos juntos. A noiva parece feliz. Observo a noiva e reparo que a sua feição não apresenta nada a mais do que felicidade. Contei a mim mesma, que nada passou de nervo e paranoia. Agora a noiva está casada e percebe que não há nada com que se preocupar.

As famílias se reúnem, encontram, saúdam e conversam enquanto esperam por sua vez para posar nas fotos com o casal feliz. Sempre fico feliz ao ver a união de duas famílias através de um casal feliz. Os casamentos nem sempre duram, mas não penso nisso. O que importa é o dia de hoje e a felicidade que o casal partilha. A noiva parece relaxada, ela sorri e ri.

Eu penso.ai esta Claro que ela foi uma das noivas mais difíceis para a Ashley, mas nada leva a crer que devemos nos preocupar.

As fotos demoram muito tempo, quando terminam todos os convidados já estão sentados em seus lugares na área do jardim. Usando meu walkie-talkie, dou uma última conferida com todos se está tudo certo.

Vou para a mesa mais distante das mesas dos convidados de hora. Sento-me e revejo as coisas outra vez. Está tudo certo.

A recepção começa e o Dj leva os convidados a risadas enquanto ele conta histórias sobre os recém-casados e piadas com eles. A partir de agora, o Dj é quem manda. Eu recebo instruções dele e certifico que tudo que e preciso seja executado com rapidez.

A recepção não poderia estar melhor. Eu acho que é uma das melhores. A Ashley chegou e está sentada comigo à mesa. Eu a asseguro que tudo está certo, e ela parece estar mais relaxada.

Quando começamos a comer, eu o vejo. Ele não me vê, e meus olhos o seguem enquanto ele está se misturando aos outros convidados, sorrindo e conversando com aquela confiança que só deve ter sido dada por Deus. Eu o observo para saber se ele está aqui com alguém, mas em nenhum momento vejo alguém.

Me pergunto quem será ele? Não o vi na sessão de fotos, por isso duvido que seja da família. Ele deve está aqui como convidado, e me pergunto quem o deve ter convidado. Ele me vê outra vez e sorri. Coro e olho para o outro lado rapidamente. Sinto o meu rosto ficar mais vermelho à medida que o vejo se aproximando pela minha visão periférica.

Sei que ele está olhando diretamente para mim. Sinto que estou umedecendo a calcinha novamente, e coro ainda mais. Se controla! Eu mesmo me repreendo em pensamento. Aquele homem nem conversou com você ainda, e já está nessa situação. Ele provavelmente só precisa de sal ou algo assim.

Olho para ele quando ele para ao meu lado. Ele olha para mim e seus lábios se abrem em um sorriso mostrando aqueles dentes brancos e brilhantes. Eu passo o olhar rapidamente por ele, novamente. Ele está usando um terno cinza e uma camisa branca tão bem passada que parece que foi passada por um rolo compressor. Não tem um único enrugado, está imaculado. Ele está usando uma gravata que na luz parece preta. É no comprimento certo. O seu terno está perfeito. Não é muito grande e nem muito apertado para o seu corpo musculoso. O seu sapato termina o serviço, são tão brilhosos que até parecem que foram polidos em uma lava jato.

Os meus olhos encontram os deles novamente. Ele ainda está sorrindo. eu coro novamente, igual uma menina que acabou de conversar com sua primeira paixão da escola.

-Oi. - Eu sou o Rick, ele diz me estendendo a mão. Sua voz e tão calma e ao mesmo tem masculina e firme.

E eu estou toda molhada. Nenhum homem teve este efeito em mim.

Eu me levanto, para não ficar babando nesse homem maravilhoso, um presente dos deuses. Eu pego em sua mão e aperto sem saber bem o que estou fazendo. Sinto como se não tivesse controle do meu corpo e ele está agindo por vontade própria. A pele dele é macia e quente e imagino as mãos dele passeando sobre a minha pele nua enquanto coro outra vez.

-Sou a Viola, eu digo. Prazer em te conhecer.

-Igualmente, Rick sorri. Ele se inclina sobre a mesa e oferece sua mão para Ashley que a pega e cora também. Eles se cumprimentam e depois Rick se vira para mim novamente.

-Podemos dar uma volta? ele pergunta.

-Eu ... eu ... gaguejei. Estou sem palavras e olho para a Ashley desesperadamente à procura de Ajuda.

Ela está sorrindo e acena com a mão para mim ir.

-Sim, e o que consigo dizer.

VIOLA

Ele oferece o braço e eu passo o meu braço ao dele. Nos afastamos da festa jardim adentro. Ainda há algum tempo antes da recepção começar. Tenho certeza de que o que for que ele queira conversar já terá terminado até lá.

-Está uma noite encantadora, ele diz, de um modo que parece que está tudo ocorrendo como ele havia planejado.

-Acho que parece perfeita, digo eu.

- Quase perfeita. O comentário dele leva a pensar que para ele algo está faltando.

- E o que falta para tornar a noite perfeita? Se posso perguntar. Digo olhando para ele enquanto caminhamos no sentido da praia.

- Te conhecer melhor, ele responde.

Eu coro, e agradeço que seja noite e pouco iluminado o caminho assim ele não consegue ver como fico vermelha. Minha pele e morena, mesmo assim ele seria capaz de ver corada se estivesse luz suficiente. Apesar da brisa fria, me sinto, mas quente do que e esperado, e sei que o fato do Rick está tão próximo e o seu comentário e o motivo. O que há de errado comigo? Nenhum homem teve este efeito em mim tão rápido. Sei que estou parecendo uma jovem apaixonada do colegial. Talvez tudo isso tenho algo a ver com o fato de que não tenho nenhum relacionamento a muito tempo.

- Você entra de penetra em casamentos a procura de mulheres que possa usar o seu charme e paquerar. Essa e sua estratégia para encontrar uma namorada? Eu provoco.

Ele ri. - De modo algum. Por exemplo eu fui convidado como amigo de um amigo.

-Eu não tinha ideia de que as pessoas tinham o hábito de convidar amigos de amigos para recepções de casamento nos dias de hoje.

Rick solta uma gargalhada. Bem, fico feliz de ter sido convidado, senão nunca teria te conhecido.

-A sério? Eu sorrio. -Me diz, essa paquera sempre funciona com as mulheres? Suponho que sim. Ele é muito lindo. Apesar de ele ser direto e confiante, ele não passa a impressão de ser arrogante.

- Esse e o nome?

-uhum!, eu respondo

-Bem, então devo admitir que normalmente não faço esse tipo de cantada, mas esta noite, quando te vi, pensei que provavelmente não tinha muito tempo. Você parece bem ocupada coordenando esse casamento e gostaria de acrescentar que está fazendo um ótimo trabalho, mas posso imaginar que você está aqui caminhando comigo agora já e um luxo no seu tempo à não ser que tenha alguém que possa segurar as pontas para você.

- Você falando até parece que me conhece bem, eu digo olhando para ele.

Ele para e se vira para mim e com a suas mãos pega as minhas com uma facilidade. Se alguém nos visse, facilmente pensariam que somos um casal. Estou surpresa como ele não pensa que esse gesto pode parecer esquisito ou como uma invasão de privacidade levando em consideração que acabamos de nos conhecer.

A verdade é que eu nem ligo. Enquanto ele segura minhas mãos, eu não faço nenhum movimento ou intenção de tirá-las. As suas mãos são macias e o seu toque suave. O toque dele está deixando a minha pele parecendo que está pegando fogo e eu acho que nem um extintor pode apagar o calor que está formando entre as minhas pernas. Seus olhos, Sua voz, Seu Sorriso São todos tão perfeitos e estão todos causando um efeito em mim que nenhum homem jamais teve.

-Quando eu te vi esta noite, soube na hora que tinha que te conhecer melhor. Senti ... uma coisa. Quando os nossos olhos se encontraram, fui atraído para você como uma traça para uma chama.

-Cuidado, então. Você pode se queimar, eu brinco.

-Acho que não, sorri. - Estou feliz que me permitiu esse tempo com você, mas sei que não pode demorar muito aqui, então vou ser direto e dizer.

-Dizer o quê?

-Quero te ver de novo, quero te conhecer melhor, você pode me passar o número do seu telefone? Enquanto ele fala, ele solta as minhas mãos e coloco uma de suas mãos no me rosto. Inclino-me no toque dele. É quente, Reconfortante.

Não digo nada a não ser olhar-lhe nos olhos. Ele se inclina deixando nossos rostos no mesmo nível, Os nossos narizes de encostam, de tão próximos estamos. Ele está pedindo permissão sem dizer uma palavra. Eu não respondo e ele considera o meu silêncio como uma permissão.

Os nossos lábios se encostam suavemente, e brevemente. É outro pedido de permissão. Quando ele não sente nenhuma resistência minha, os lábios dele tomam os meus e eu prendo-lhe o lábio inferior entre os meus dentes enquanto o chupo. As nossas línguas chocam e batalham brevemente no início antes de reconhecermos que ambos queremos a mesma coisa e elas começam a dançar com a nossa paixão. A nossa respiração acelera quando ele mim aproxima. Ele mim abraça e sinto-me como se estivesse num casulo, segura e aquecida. Eu o abraço, mas as minhas mãos não se juntam atrás dele. Deixo-as passarem por suas costas enquanto sinto seu corpo musculoso por cima da camisa

À medida que as nossas mãos exploram, sinto o desejo dele enquanto seu corpo está pressionado no meu. Deixo as minhas mãos descerem para o seu quadril e involuntariamente o puxo mais para mim pressionado ele, mas em mim.

Solto um gemido suave. Quando ponho minhas mãos na sua bunda, ele rapidamente segue o movimento colocando as suas na minha, elas apertam minha bunda como uma massagem, firme e suavemente.

Nós paramos porque estamos sem folego, e eu apressadamente olho ao redor observando se alguém poderia ter nós visto. Eu começo me sentir culpada de ter me retirado por tanto tempo do casamento. Ele também olha em volta como se sentisse a minha preocupação. Ele olha em volta de novo e no momento seguinte ele rapidamente me levanta do chão.

Deixei sair um grito baixinho de surpresa e ele rapidamente me solta com os lábios nos meus.

Há frente, o caminho está alinhado por árvores e ele segurando minha mão, ele me leva através de corredor através das árvores à esquerda. Uma árvore Maior fica atrás das árvores que rodeiam o caminho e ele põe-me atrás dela, longe da vista do caminho. Pressionando-me contra a árvore, ele beija-me de novo com vontade. As mãos dele estão por todo a parte e as minhas também.

O que você está fazendo? Você nem conhece esse home direito, A minha voz interior me questiona, surpreendida pela minha irresponsabilidade repentina, normalmente não faço isto. Não, espera. Eu nunca faço isso, eu nunca fiz isso. Estou vivendo um pouco, eu respondo minha voz interior. Então calada.

As mãos do Rick encontram a bainha da minha saia. Sinto as mãos dele enquanto se encostam entre as minhas coxas. Ele para o nosso beijo e olha para mim espantado.

- Sua safadinha, ele suspira. - Você está toda molhadinha.

-Não posso mentir, sussurro com um sorriso.

É tudo que é preciso. Ele levanta a minha saia por cima da minha bunda e eu sinto a pressão da casca da árvore contra o meu bunda brevemente. Os dedos dele encontram o elástico da minha calcinha e puxa elas para baixo.

Eu não o paro, não resisto. Eu deveria voltar para a recepção, mas não consigo evitar agora. Nunca me senti assim, desejando alguém assim na minha vida. Há tantos elementos aqui que me fazem querer isto aqui e agora.

Estamos aqui fora, podemos ser descobertos, e ele é um estranho atraente, confiante e sexy que pode ter quem quiser, mas ele quer a mim. Isto é tão excitante. Mal nos conhecemos, mas queremos um ao outro. Não a nada para ficar pensando. É apenas um homem e uma mulher a cederem ao seu desejo carnal.

Ele puxa a minha calcinha para baixo e eu saio dela enquanto ponho as minhas mãos nos ombros dele. Ele endireita e segura a minha calcinha branca de renda. É a minha favorita, Deve ser sorte.

Olho da minha calcinha e para ele e coro. Ele leva-as ao nariz e cheira-as. Ele inala profundamente e depois as abaixa enquanto olha para mim.

-Você tem um cheiro tão bom, ele sussurra. - Eu quero você. Ele se aproxima e eu deixo. Eu o quero. O meu walkie-talkie faz um barulho como um grito na escuridão tranquila à nossa volta.

Eu o pego e.

- V aqui, digo eu.

É a Jessica. Ha voz dela sai meio apavorado no walkie-talkie, - precisamos de você aqui na recepção.

-Estou a caminho, digo eu.

O Rick olha para mim, com as sobrancelhas levantadas.

Eu coro, - Tenho que ir, Desculpa.

Ele segura a minha calcinha, com um olhar questionador.

-Mais tarde, digo eu, enquanto endireito a saia. - Eu preciso voltar...

Ele me puxa até ele e me beija de novo rapidamente, - Não posso te impedir, Talvez podemos continuar isso após o casamento?

-Talvez, digo quando me afasto e volto para o caminho. Sinto a frescura do ar da noite e da liberdade de estar no comando. Eu tenho que admitir que isso também me faz sentir bem. Sua safadinha, minha voz interior me diz, eu respondo e fica em silêncio., sim, você está gostando tanto como eu, somos o mesmo corpo, lembra? Ai, eu lembro que terei que tomar mais cuidado ao me sentar ou abaixar, consigo fazer isso, eu falo para mim mesma.

Eu aperto o botão do walkie-talkie enquanto caminho rapidamente de volta para a recepção. O que é preciso? Eu pergunto. Eu nunca pergunto. qual é o problema? tem conotações negativas e eu sou supersticioso que trará má sorte e assim eu evito se referir a qualquer coisa como um problema.

- Bar código vermelho, responde a minha assistente.

Uau! Penso para mim mesmo. Esta festa está bombando. Bar código vermelho, quando oitenta por cento do orçamento atribuído para ele já tenha sido consumado. É um dos meus procedimentos operacionais padrão. Quando este ponto for alcançado, peço a aprovação para exceder o limite e confirmar um novo limite com quem está pagando a conta de bebida. Estimo que a festa ainda dure pelo menos duas horas e não há maneira de o orçamento durar. Há uma variedade de opções disponíveis para limitar o custo e é hora de falar com o pai de Trish que está pagando neste caso.

- Certo. Eu te retorno em breve, digo a Jessica

VIOLA

Volto para a mesa e sento-me ao lado da Ashley depois do novo limite do bar ter sido confirmado. Ela olha para mim e sorri.

- Você ficou muito tempo lá fora, ela sorri conscientemente à espera de que eu conte tudo.

-Eu tive que ir ajustar o limite do bar, eu respondo corando. - Eu não estava com ele esse tempo todo.

-Achei que estivesse. Ashley diz. Cheia de curiosidade, ela pergunta: -O que ele queria?

-Para nos encontrarmos depois do casamento, eu sorrio.

-Sério? Ashley pergunta surpresa. -Ele não vai devagar, não é?

Coro de novo quando penso no quão devagar não fomos. Aceno com a cabeça sem confiar na minha voz para responder enquanto evito o olhar da Ashley.

-Sua safadinha! ela sussurra. - Vocês não fizeram!

-Fizemos o que? Pergunto fingindo ignorância, mas não olho para ela.

-Eu te conheço, a Ashley sussurra outra vez. -Sua menina má! ela brinca.

Olho para ela e finjo que fiquei ofendida. -Para de pensar besteira, eu sorrio

-Vamos. me conte, vai me conte! ela sussurra, implorando como uma criança.

Trabalho com a Ashley há muito tempo e somos boas amigas. Ela mim conhece bem e eu também a conheço bem. Estou gostando de enrolar ela.

-Nós não... eu digo e deixo o pensamento pendurar no ar.

-Mas? ela insiste.

-Eu tive que voltar aqui para o Código vermelho do bar, mas você pode me chamar no comando, eu digo enquanto bebo a minha bebida.

- No Comando? A Ashley pergunta confusa e depois entende. A mão dela voa para a boca quando percebe o que quero dizer. -Oh, meu…

Eu sorrio para ela e pisco o olho. Depois os olhos dela se movem para um ponto acima e atrás da minha cabeça e em um momento depois ouço a voz dele outra vez.

-Este lugar está ocupado? ele pergunta.

Claro que não, e se tivesse, ele ficado vazio agora só para ti., Penso antes de responder. -Não, mas acho que está prestes a ser.

-Tudo depende se me permitir sentar, ele sorri enquanto espera por Permissão.

Que cavalheiro, eu penso me perguntando o que será que ele fez com a minha calcinha.

-Por favor, sentem-se, digo eu e acrescento: -não precisa da minha permissão.

Ele puxa a cadeira e senta-se enquanto eu olho para a Ashley. Ela pisca o olho rapidamente e depois se justifica e sai da mesa. Quero pedir para ela ficar, mas é tarde demais.

-Posso roubar você da sua agenda ocupada por mais uns momentos?

-Pode, respondo eu.

-Tenho de dizer que você se superou com o planejamento imaculado e a execução deste casamento, está fabuloso. O Rick diz levemente. A voz dele está confiante. Tem um tom autoritário, mas gentil. Um que diz, estou no comando e sei o que quero. Eu também consigo o que quero.

Sinto o cheiro da colónia dele outra vez. Tem um toque de madeira e é forte. Não no sentido em que ele usou muito, o cheiro é simplesmente forte, poderoso, masculino.

-Obrigado pelo elogio, digo corando novamente. Estou a vermelha entre as pernas também e tenho a certeza de que ele sabe. Aperto as coxas e sinto o quanto já estou molhada. Ai, fico vermelha igual um tomate.

-Um passarinho me disse que você e está entre uma das melhores Planeadores de casamentos de Los Angeles, diz ele enquanto me estuda.

-Eu normalmente me preocupo com isso. Faço o melhor que posso pelos meus clientes. São importantes e é um dia muito especial, por isso merecem o melhor.

-É uma maneira muito nobre de pensar, muito humilde também.

-Obrigada, coro outra vez. -Você Costuma elogiar tanto assim as mulheres? Sabe que faz maravilhas, não sabe? Vou acrescentar que agorinha já me tinha pressionada naquela árvore, não precisa me bajular mais.

Ele sorri. -Eu não estou te bajulando. -Eu simplesmente acredito em dar crédito onde o crédito é devido, ele sorri.

-Obrigada mais uma vez, inclino a cabeça para ele.

Ele inclina-se mais e baixa a voz. -Podemos colocar nosso momento anterior de lado por um momento? Há mais uma coisa que quero falar com você, diz ele.

-Sobre o quê? Eu pergunto, surpresa.

-Bem, você é um dos melhores no que faz quer queira admiti-lo ou não. Acredito que eu também sou um dos melhores no que faço e estava a pensando que talvez pudéssemos fazer um acordo em trabalharmos juntos.

- O Quê? Pergunto a mim mesmo. Ele começou a falar de negócios? Começo a sentir me desapontada. Começo a cair rapidamente das minhas fantasias.

-Tenho a certeza de que podemos falar sobre fazermos uma parceria. Eu já tenho uma grande rede de pessoas, eu respondo.

Eu entendo, mas eu fornecer um serviço especial, responde. -Duvido que tenha alguém como eu na sua equipe. Poucos Planeadores de casamentos o têm.

Está bem, eu respondo. -O que você faz exatamente?

Rick sorri e coloca a mão no casaco. Ele tira a carteira e tira um cartão de visita. Ele devolve a carteira ao Bolso do casaco e me entrega o cartão.

Eu pego, mas não olho para ele imediatamente. Estou hipnotizada pelos seus movimentos. Parecem tão fluidos, ágil é a palavra que vem à mente.

-Sou advogado, diz O Rick.

As palavras dele me acertam com força. Um advogado? Mas que raio...?

As minhas sobrancelhas se juntam, estou confusa. -Por que eu iria querer fazer parceria com um advogado? Não gosto de advogados por razões pessoais e não consigo evitar o toque de irritação na voz quando respondo.

-Por quê? ele sorri e olha para mim antes de continuar, -bem, muitos casais preferem ter pré-nupciais desenhados antes de se casarem. Alguns até querem uma última vontade e testamento. Eu faço tudo.

Aceno devagar. -Certo, isso faz sentido.

-Certo que sim, ele sorri. Ele se inclina para a frente e continua, -mas isso é apenas o começo.

-O que você quer dizer com "apenas o começo"?

-Bem, tem o divórcio mais tarde.

Estou bebendo a minha bebida quando ele diz e ela desce pelo buraco errado. Eu tusso e tento me desengasgar enquanto coloco o copo na mesa. Quando o meu ataque de tosse termina, tomo mais uns goles para que a minha voz volte ao normal. -Divórcio? Digo um pouco alto demais e os convidados na mesa ao lado olham para nós. Estou enojada e chocada.

-Sim, divórcio, repete ele.

Num instante, tudo o que aconteceu entre nós foi apagado. Sinto que atravessei para um mundo alternativo.

-Você percebe que este é um dos dias mais bonitos que um casal terá em suas vidas?

Rick confirma com a cabeça. -Sim, um dos dias mais bonitos, Mas não dura para sempre. A vida acontece.

-Então, você assume que todos os casamentos acabarão em divórcio, mais cedo ou mais tarde? Eu pergunto, não acreditando. Desta vez mantenho a voz baixa o suficiente para que os outros convidados não ouçam.

-Nem todos, responde Rick. Mas me deixa te dar uma ideia do que estou falando, Só na Califórnia, estima-se que as taxas de divórcio sejam dez por cento mais altas do que a média nacional.

-Há uma média nacional por algo tão ruim como o divórcio? Pergunto com nojo.

-Sim, quer adivinhar qual é a média nacional? Vai fazer você se perguntar o porquê de" até que a morte os separe” ainda faz parte do casamento.

-Não quero adivinhar, respondo eu.

-Então me deixe aprimorar os seus conhecimentos. A média nacional é de 50%. Isso significa que na Califórnia é…

-...sessenta por cento, eu termino enojada. Sinto a minha raiva aumentando. Você Sabe que isto é uma recepção de casamento?

-Claro, responde Rick. -Onde você quer chegar?

Ignoro o comentário dele. -Está falando sério? O que fez com o homem que estava no jardim há pouco tempo?

Rick, solta uma risadinha. -Gracinha, Ele está aqui.

-O que aconteceu ao homem que disse, quando os nossos olhos se encontraram, fui atraída para ti como uma traça para uma chama.? Como pode sussurrar coisas tão românticas enquanto tens uma percepção tão distorcida do casamento? -Não está distorcido, responde. -Não temos todos nós direitos às nossas opiniões?

-Claro, Mas então me diga onde você pensa que essa coisa entre nós ira com esse seu pensamento sobre o casamento?

-Não acha que está levando as coisas muito a sério? Nós nem tivemos o nosso primeiro encontro ou algo assim e já está me perguntando aonde vai isso entre nós.

-Desculpa ter tem dado a impressão errada, então, digo enquanto luto para suprimir a minha raiva. -Você teve um efeito em mim como nenhum homem que eu conheci. Apesar, do meu coração me dizer para ter cautela eu o dizia para ficar quieto, estava jogando a cautela ao vento porque achei que sentia algo especial com você. Acho que me enganei.

-Permita-me discordar. Você realmente sentiu algo especial, eu também senti.

-Não! Eu não estava a pensando com o coração. Estava a pensando com o que tenho entre as pernas. Caramba, você me deixou louco de desejo, mas era aí que ia acabar. Luxúria, desejo, paixão, sexo. Só isso. Não é? Um caso de uma noite.

O Rick mexe a cabeça com um ar desapontado.

Estou no comando agora e contínuo. -Eles sabem que está oferecendo os seus serviços aqui?

Ele me estuda por um momento. -Talvez estejamos a começando com o pé errado. Só estou dizendo que os clientes precisam de advogados quando se casam e quando se divorciam. Somente tire a parte do divórcio da equação se for o caso, oferece somente a outra parte dos meus serviços, eu ofereço uma comissão para indicações de negócios.

-Nós realmente começamos com o pé errado, por que ofereceria aos meus clientes o serviço de alguém com uma imagem tão distorcida sobre um dos melhores dias da vido do casal?

-Todos temos direito às nossas próprias opiniões, não temos? Rick pergunta calmamente. Ele já não parece tão confiante, mas não está a recuar.

-Nós somos. Eu concordo, eu digo, sentado para a frente e olhando nos olhos do Rick. Por que Será Que Deus faz os idiotas tão atraentes? Talvez seja a única forma de terem uma chance na vida. Eu quero pedir para ele devolver a minha calcinha, mas não faço. Ele provavelmente me envergonharia a colocando em cima da mesa para todos verem. -Eu acredito na beleza e na magia do amor e na felicidade do casal de todos os casamentos que eu ajudo a criar para cada cliente. Não penso no que possa acontecer no futuro, mas você está desejando o divórcio aos casais antes de eles mesmo se casarem e a minha opinião sobre isso é repugnante. Prefiro trabalhar com pessoas que pensam da mesma maneira que eu, algo que nós, evidentemente, não temos.

Rick suspira. -Lamento ouvir isso. A minhas portas para uma parceria estará sempre aberta se para frente pensar diferente. Foi um prazer em conhecê-la. Ele sorri e pisca quando se levanta e sai da mesa. Eu o vejo partir. O bumbum dele é perfeito e a forma dele é perfeita. É uma pena ele ser tão idiota.

Ashley retorna com um sorriso enorme em seu rosto. Uau! Ele e muito gostoso. Ele te chamou para sair?

-Não! -Ele queria saber se poderíamos fazer uma parceria profissional. A decepção na minha voz é clara.

-Parceria? Em que sentido?

Eu empurro o cartão dele sobre a mesa em direção a Ashley. Ela o pega e lê. "Oh," ela diz e então pergunta, - sério?

Eu aceno com a cabeça e continuo comendo minha janta. Mas eu perdi o meu apetite. Tento não olhar para ele, mas parece que não tenho tanta sorte, porque toda hora meu olhar se encontra com o dele.

Empurro o prato para a frente e me levanto. -Vou verificar com a equipe se está tudo bem. eu digo. Eu quero ir para qualquer lugar que meus olhos não encontrem com os dele.

RICK

Eu me sento na minha mesa novamente. A minha conversa com a Viola não correu como eu esperava. E eu sei que estraguei qualquer coisa que tenhamos começado lá fora no jardim. Estou decepcionado, ela teve um efeito em mim como nenhuma outra mulher e eu ainda não consigo parar de olhar para ela.

Ela é uma das melhores no que faz. Também sou um dos melhores no que faço.

Sei que se fizéssemos uma parceria seria ótimo. Por causa da sua reputação nesse ramo, Viola atrai clientes de alto nível. O meu tipo de clientes. Quanto mais ricos são, maiores são os acordos de divórcio. Faz sentido, não faz?

Além disso, eles também podem pagar pelos melhores conselhos legais antes de se casarem. Isso foi o que a Viola não conseguiu entender. As minhas comissões são boas e ela pode ganhar bom dinheiro apenas com uma recomendação. Por que é que ela se importa com o que acontece mais tarde? Se algo acontecer, é provável que ela consiga pelo menos um dos clientes novamente, se o casal se divorciar e eles se casarem novamente mais tarde. Já que eles provavelmente ligariam para ela fazer o próximo casamento. Bem, até os filhos deles um dia iram se casar. Ela pode facilmente ser procurada para fazer o casamento dos filhos deles se ainda manter contato com os clientes. Eu ia falar dela para os clientes que ela me recomendou e poderia a indicar para clientes que me procurem.

Continuo olhando para ela, não consigo evitar. Fico me questionando o que poderia ser que a deixou tão aborrecida no que eu falei. Talvez tenha sido no momento errado, eu deveria ter feito após a recepção do casamento ou marcado com ela em outro momento.

Não posso negar que tem outro motivo pelo qual não consigo parar de olhar para ela, ela é incrivelmente bonita. Eu não acredito nesse tal de amor, mas ela com certeza e o meu tipo, quando digo meu tipo, quero dizer ela e confiante, atrevida, orgulhosa, sexy e independente. Do tipo que não tem tempo para relações, mas que tira o que precisa dos homens quando precisa, Da mesma forma que eu tiro das mulheres o que preciso quando preciso. Não tenho tempo para relacionamentos e também não acredito neles.

Ela me pega olhando para ela outra vez, ela se mexe desconfortavelmente na cadeira e puxa a cadeira um pouco para frente, se apoia no braço assim cortando o meu campo de visão do seu rosto. Ela diz alguma coisa para a Ashley e depois empurra o prato dela para longe. Ela ainda não acabou a comida. Depois levanta-se e sai do salão.

O meu olhar a segue enquanto ela caminha até a porta. O balanço dos seu quadril e a sua silhueta e acentuado pela roupa que está usando, os saltos altos que ela está usando acrescenta altura a sua forma, e o seu cabelo longo cabelo preto balança suavemente com o movimento dos seus passos.

Eu toco a calcinha dela que está no meu bolso e me lembro de como ela cheira bem. Eu fico instantaneamente duro de novo, quando penso no nosso encontro esta noite no jardim.

Ela não sabe que é uma deusa, Perfeita. Já vi esse tipo de mulheres muitas vezes, eu procuro por esse tipo de mulher, E me divirto muito com esse tipo de mulher. Primeiro, eu mostro para elas como são bonitas e as faço perceber o efeito que tem nos homens, eu gosto de deixá-las conscientes do mulherão que são. Quando uma mulher como a Viola, fica consciente da sua beleza e da sexualidade isso faz com que elas fiquem mais bonitas e mais sensuais. Tirando a sua inocência e a ensinando os caminhos do mundo, na realidade do meu mundo, e o que mais gosto.

O meu interesse na Viola e mais do que profissional. Bem, se ela não quiser fazer nenhum negócio comigo e apenas me deixar domá-la, posso viver com isso, seria uma pena, mas fazer o que.

Eu percebo que todos estão levantados então me levanto também, enquanto um garçom passa com bandejas cheias de champagne. Eu diminuo o peso da sua bandeja pegando uma taça, e olha para a mesa principal onde estão começando os brindes. O feliz casal está sussurrando e sorrindo enquanto o DJ fala e brinca. Eles parecem felizes e eu os desejo tudo de bom. Eu realmente desejo, nem todos se divorciam. Eu só quero plantar uma sementinha que diz que estou aqui caso algum deles precisem, não é pedir muito.

Os brindes continuam por um longo tempo e eu olho para a mesa onde a Viola estava sentada, mas ela não voltou. A Ashley está lá e ela não está olhando para mim. Os brindes terminam e a banda começa a tocar. As pessoas vão até o feliz casal na mesa e oferecem os seus parabéns. Eu me junto e felicito o feliz casal. Pouco tempo depois, o casal vai para a pista de dança, dançar a sua primeira dança. Eu os vejo se movimentando graciosamente pela pista de dança, eles não falam muito enquanto dançam. O noivo é quase uma cabeça mais alta do que a noiva e enquanto ela encosta sua cabeça contra o peito dele, ele está olhando ao redor como se ele estivesse procurando alguém.

Outros casais se juntam aos noivos na pista de dança, e assim que a pista está cheia com casais, quando o casal termina sua dança, eles voltam para a mesa e o noivo sai, presumo que ele se vai se aliviar. A noiva o observa ir antes de ser distraída por um convidado.

Com as festividades quase no fim, eu decido que está quase na hora de eu sair. Casamentos não são uns dos meus eventos favoritos, principalmente quando não estou acompanhado.

Decidi ir procurar a Viola e tentar falar com ela outra vez antes de partir. Eu pego uma bebida do garçom que está passando servindo os convidados e ando em direção do jardim principal,

Eu encontro a Viola entre a área da recepção e o edifício principal, ela está de costas para mim, e está falando no walkie-talkie, ela termina e se vira. Ela dá um pulo de susto.

-Ai meu Deus! ela exclama. -Você me assustou.

- Me desculpe, não era minha intenção, respondo. Dou a ela um minuto para ela se recompor e contínuo. - Desculpa, por mais cedo, eu acho que tudo saiu do jeito errado, Normalmente eu consigo me expressar claramente e não sei o que aconteceu mais cedo...

Viola está me estudando friamente, -... eu acho que você se expressou muito claramente lá atrás Rick. Você vê a instituição do casamento como uma oportunidade para negócios futuros, aproveitando da tristeza e da angústia dos outros para ganhar a vida quando esse tempo chegar, se alguma vez chegar. Nunca conheci um advogado como você, Já tinha ouvido falar, até vi vários agindo a distância, mas assim. você deve ter uma comissão de cem porcento na seu ramo,

Viola se cala quando alguém passa. É a noiva. Ela parece estar com pressa para chegar a algum lugar.

-Trish, está tudo bem? Viola pergunta.

A Trish mal para e vira-se. -Sim, somente preciso usar o banheiro, Já esperei por muito tempo.

- Certo. Não me deixe te atrapalhar, Viola diz.

Trish se vira e continua andando até o edifício principal.

Algo na maneira que Trish agiu e como está andando me leva a acreditar que algo está errado. Mas não é o meu casamento e já estou indo embora. No entanto, decido mencionar à Viola.

-Acho que há algo de errado com a noiva…

-Agora você também é médico? Viola pergunta com raiva em um tom baixo, com medo de que Trish ainda possa estar no ouvido.

-Não ... só quero ajudar…

-Não preciso da sua ajuda, assassino de casamentos. Este é o meu casamento e acho que está tudo correndo bem.…

Os gritos de uma mulher de repente são ouvidos de dentro do edifício principal. Eu Não tenho certeza de quem é, mas tenho uma boa ideia.

Viola vira e corre em direção do edifício principal. Demoro um segundo e logo a sigo.

-Trish! Viola chama enquanto corre para o edifício.

À medida que nos aproximamos do edifício, as palavras gritadas pela mulher se tornam claras.

-Seu...Filho...da...puta! E você! Sua ... maldita ... maldita ... puta!

Viola entrou no edifício comigo logo atrás dela. Ela abre caminho entre a multidão que já se formou em torno da porta do banheiro que está aberta.

Eu sigo a viola na sua tentativa de passar pela multidão e quando ela chega à frente estou junto dela. Trish está parada em frente da porta aberta do banheiro gritando com o noivo, que está com as calças abaixadas até o tornozelo, Ele ainda está com o pinto dentro da mulher que estava com ele no banheiro. Eu reconheço a mulher. Cherise. Ela é uma das madrinhas. Ela olha para o lado e diz ao noivo. - Fecha a maldita da porta seu idiota!

Ele se inclina para fechar a porta, mas não consegue sem escapar da mulher e deixar tudo a vistas de todos.

A Trish avança. Ela pega a faca do bolo que está em suas mãos e diz o ameaçando. - Eu vou cortar seu pinto fora se você fechar essa droga de porta, seu filho da puta, traidor!

O noivo, Eric, fica com um tom mais vermelho do que um tomate e tenta acalmar a Trish. -Querida, desculpa. Eu estou, eu não queria ... …

-Cala a boca! Trish grita. -Cala a boca! Não tenta me convencer de suas mentiras.

Viola pega no braço da Trish, mas ela se solta. Os flashes das câmaras estão disparando sem parar e a situação está se tornando cada vez mais constrangedora para todos. Eu passo na frente da Trish e fecho a porta, quando me viro, a Trish grita comigo.

-Quem você pensa que é? -Por que está defendendo ele?

-Não estou defendendo-o, respondo calmamente, mas com firmeza, enquanto me aproximo da Trish. Ela não se mexe, quando retiro de suas mãos a faca do bolo. Eu digo baixo, -Está muito vergonhoso a você e a todos.

Ela olha para mim e começa a chorar quando cai no meu peito. Eu coloco meus braços ao redor dela para segurá-la enquanto ela se balança toda em um choro enorme. Ela tenta falar enquanto chora e eu não entendo uma palavra que ela está dizendo. Sobre a cabeça dela, encontro os olhos de Viola que me olham com uma mistura de raiva que parece desaparecer e começa ser substituída por respeito. Eu continuo abraçando a Trish enquanto ela chora. Finalmente, um casal passa pela multidão e se aproxima de nós.

Eu logo vejo que são os pais da Trish.

-Obrigado, diz o pai dela. Ele gentilmente agarra o braço dela. -Querida, o papai está aqui, está tudo bem, diz ele baixinho. O pai dela gentilmente a tira de mim e ela se vira para o pai, o abraça e continua a chorar.

-Lamento o que aconteceu, Senhor. Lamento mesmo, digo eu.

O pai dela diz: -obrigado, ele diz novamente.

Eu pego um cartão de visita e entrego à mãe da Trish, já que o pai dela está ocupado segurando a Trish. A mãe dela pega o cartão, olha para ele e depois para mim. Não preciso de dizer nada. A mensagem é clara.

-Obrigado, Rick, a mãe da Trish diz. Simplesmente aceno com a cabeça e depois me viro para ir embora.

Quando me viro, a Viola está lá. Ela me olha de novo com aquele olhar, dá para ver que ela está zangada.

Eu desvio dela e passo no meio da multidão que já está diminuindo.

Eu posso sentir o olhar da Viola nas minhas costas enquanto eu vou embora. Quase espero que ela me siga, mas sei que ela sabe que não seria uma boa ideia em muitas maneiras, mas de certa forma, bem que eu queria que ela me segui-se, eu quero vê-la, falar com ela, discutir com ela, desde que possa falar com ela outra vez. Ela não faz ideia do efeito que teve em mim.

Chego à portaria e entrego ao manobrista o bilhete. O meu carro chega bem rápido e eu vou embora.

VIOLA

Não posso acreditar no que ele fez, Ele deu o cartão de visita para mãe da Trish? Como pode ser tão insensível? A minha vontade era avançar nele, mas me segurei, no final das contas já tivemos drama suficiente por hoje e o que aconteceu não e sobre mim. Engulo a vontade de ir atrás do Rick e diz na sua cara o quão insensível, egoísta e oportunista eu acho que ele é.

Vou até a Trish que ainda está nos braços do pai, Coloco minha mão na sua costa.

-Sinto muito, Trish, digo eu.

Ela acena, mas não olha para mim. Não sei nem dizer se ela sabe quem eu sou nesse momento, mas isso não importa,

A porta do banheiro se abre atras de mim e Eric e a madrinha Cherise sai, eles coram imediatamente quando eles veem as pessoas que ainda estão lá de pé e então eles olham para Trish e seus pais.

O pai de Trish se endurece todo e tenta fazer com que Trish o solte, mas a mãe dela o interrompe.

-Não George, diz ela com firmeza. -Somos melhores do que isto. As palavras dela são certeiras e George a escuta.

O Eric sai rapidamente com a Cherise, indo em direção da entrada, eu os vejo partir, Mas a vontade e de ir atras deles e gritara com eles, Tenho muitas palavras duras que poderia falar para ela, eu sei que o Eric e o vilão da história, mas ao mesmo tempo ele e meu cliente também e nesse momento eu não posso escolher lado. Ou devia?

Seguro minha língua e a Ashley chega ao meu lado. Seus olhos estão cheios de lágrimas e eu posso dizer que ela estava chorando e não faz muito tempo que parou.

Olho para ela e coloco a minha mão no braço dela. Ela não olha para mim, mas olha para as mãos dela enquanto eu a afasto rapidamente da Trish e dos seus pais.

-Meu Deus! ela tinha razão, sussurra a Ashley. - Ela estava certa e eu a pressionei para que segui-se com o casamento. Fiz com que ela fosse em frente, O que foi que eu fiz?

-Ashley não, sussurro enquanto olho à minha volta observando se os pais dela ou alguém mais pode nos ouvir. - Você não pode se culpar.

-Por que não? Ashley pergunta. -Por que não deveria me culpar? Ela não queria ir em frente com o casamento. Eu a convenci que ela estava errada, eu a convenci em seguir em frente que ela iria ver que ela estava errada, É tudo culpa minha.…

-A culpa não é sua, Ash, respondo eu. -Eu te contratei para fazer isso.

-Sim, E eu fiz o meu trabalho! o que me pagam para fazer! Mas Desde quando que a felicidade de alguém significa menos do que o meu trabalho e o dinheiro que recebo? Ela vai carregar isso com ela para o resto da vida.

-Não te martirizes, Ash, digo eu, tentando confortá-la. -Você só estava tentando fazer a coisa certa.

-Que é o quê? A Ashley perguntou de repente, ficando bem de frente comigo. -Que é o quê? Proteger o seu nome? Certificar que os seus clientes estão felizes? A quem eu devo culpar se não a mim mesma? Você?

Ashley está ficando descontrolada e eu preciso tirá-la rapidamente daqui. -Ash, por favor, se acalma. Você não está pensando direito, Você está chateada, Eu entendo e sinto muito. Vai para casa. Beba algo, tenta relaxar e podemos falar mais tarde ou amanhã.

A Ashley olha para mim, e não diz nada.

-Por favor? Eu peço.

-Estou fora, Ashley diz antes de virar e sair em direção da saída.

Suspiro enquanto a vejo sair. Tem como essa noite ficar pior? Eu nunca passei por uma situação assim, na minha vida. E não estou preparada para isso. O melhor do jogo acabou de ser vencido por um traidor. nocauteada por um traidor, Penso para mim mesmo. Talvez possa me tornar outra coisa, digo a mim mesmo enquanto caminho em direção da Trish e seus pais. Eles agora estão sentados e ela está chorando

Eu aproximo dela e dos pais dela, me ajoelho na frente de Trish. -Lamento muito, eu digo olhando nos olhos dela. Trish não diz nada só olha para suas mãos que estão segurando um cartão de visita. Vejo o nome no cartão, é o cartão do Rick. Sinto a minha raiva surgindo novamente, mas me contenho.

Olho para os pais de Trish,-porque vocês não vão para casa! Eu cuido daqui, não precisa se preocupar com nada

-Obrigada, a mãe de Trish, Emma diz. Ela acena ao marido e eles ajudam Trish se levantar. E juntos eles seguem em direção da saída, eu os observo saindo,

Depois que eles saem, eu olho a minha volta. Que confusão. Eu penso para mim mesma.

Ligo o walkie-talkie na minha mão e falo com a equipe, -Arrumem tudo, O espetáculo acabou.

Quando chego no jardim me pergunto o que será que aconteceu com os pais de Eric, não os vi sair. Tal Pai, Tal Filho Eu digo a mim mesmo.

Chego no salão onde estava ocorrendo a recepção e vejo minha equipe já desmontando tudo, fico parada como se tivesse em transe, não posso acreditar que tudo deu errado tão rápido, eu tinha me preparado para tudo, menos isso. Eu sinto como se o Rick foi o que deu azar nesse casamento. Um homem que não acredita no casamento e ganha a vida com casos de divórcio aparece na recepção do casamento e tudo se torna um inferno.

Um a um, a equipe se aproxima de mim. Todos lamentam pelo que aconteceu, embora não precisem, mas eu sei que o que passam na cabeça deles e se serão pagos ou não. Garanto a todos que todos receberam pelo serviço, decido não lucrar com o casamento. Vou devolver o restante para a família da Trish assim que todos forem pagos.

A equipe empacota tudo com eficiência e rapidez deixando o local igualzinho pegamos. Sou a última a sair e falo com o gerente. Eu pago o restante da conta e deixo uma gorjeta generosa como sempre antes de sair.

Enquanto espero que o táxi chegue, recebo uma mensagem do Steve, o vocalista da banda. É um vídeo do casamento.

Vejo o vídeo e sinto o meu estômago embrulhar. No vídeo mostra o Eric e a Cherise indo para o banheiro. Eles passam pela multidão direto para o banheiro, logo depois vejo o Rick e eu atrás da Trish, ela já está com a faca do bolo nas mãos. Um banner se move no fundo da tela.

MDS Eu penso parece até um noticiário de jornal! Podia ter sido transmitido ao vivo! Sinto uma dor de cabeça aumentando enquanto vejo o restante do vídeo.

Quando olho para frente o taxi já chegou, dou uma gorjeta para o porteiro e entro no taxi. Falo o meu endereço para o taxista e volta a ver o vídeo, um pensamento horrível passa pela minha cabeça e procuro a emissora de televisão de notícias local. Eu vejo as notícias e me sinto mal quando vejo o emissora de televisão de notícias local transmitindo o vídeo do YouTube. Eles escreveram o nome do canal em cima do logo do youtube, e enquanto eu leio vejo o meu nome e o nome da minha empresa mencionado também.

Eu fecho meus olhos e me encosto no banco.

Sei como a Trish se sente.

Estou fudida, muito, muito, fudida.

VIOLA

Não consigo dormir bem durante toda a noite, A minha cabeça está cheia de possibilidades que possa vir acontecer, para ser honesta estou esperando o pior, mas rezando por um milagre.

Já que não consigo dormir, me levanto e vou até a sala e me sento no sofá e ligo a tv. Eu sintonizo o canal de notícias local e as coisas vão de mal para pior. Eu pensei que era simplesmente uma história local que iria passar rapidamente, mas eu errei.

Eu imagino que algum novo jornalista na rede da televisão, decidiu que essa história era seu bilhete para sair do anonimato, porque Eles desenterraram mais informações sobre o casamento e, mais importante, sobre o meu negócio. Eu escuto as últimas notícias sobre a história que são transmitidas e me sinto mal. Até se fosse enjoos matinais, seria melhor do que isto.

A repórter é uma jovem mulher, loira e bonita com um sorriso cativante que parece muito feliz por estar falando para todo o mundo sobre mim e o meu negócio.

“... parece que o trabalho da organizadora de casamentos não é mais sobre garantir que os casais têm o Melhor Dia das suas vidas quando se casam. Parece que nos bastidores do negócio do organizador do casamento, é tudo sobre os aspectos comerciais que geram tanto dinheiro quanto possível. Os planejadores de casamento estão em grande demanda, fazendo com que os locais dos eventos ofereçam descontos e incentivos pra garantir que os casamentos sejam celebrados em suas propriedades, Outros fornecedores fazem o mesmo, incluindo fornecedores de bolos, fornecedores de vestuário, fornecedores de presentes, praticamente todos que tenham algo relacionado a esse tipo de evento O casal feliz não é mais o cliente importante, mas sim os planejadores de casamento, eles sim se tornaram a realeza no negócio de casamento. Todos se curvam a eles e lhes oferece mais e mais incentivos sem que seus clientes seja cientes disso e para piorar as coisas, os incentivos dados aos planejadores de casamento raramente são passados para seus clientes. As únicas pessoas recebendo os benefícios dado para os clientes, são os planejadores de casamento, que estão ficando mais ricos e mais ricos, como os custos do casamento estão cada dia mais caros, e todos esses descontos e não são passados os clientes que acabam pagando a conta, sobra mais dinheiro para os organizadores de casamentos. No casamento que correu desastrosamente mal esta noite, um novo aspecto foi trazido à tona. A organizadora de casamentos desse evento, emprega uma conselheira, uma pessoa cujo emprego e persuadir o noivo ou a noiva a superar as suas dúvidas entre seguir em frente com o casamento a superá-los. Foi trazido a mim que a noiva do desastroso casamento que ocorreu esta noite, expressou a suas angústias e dúvidas para essa empregada dessa organizadora de casamentos e a tão consultora a empurrou a seguir com o casamento e ainda convenceu a noiva de que ela estava errada em pensar que o seu futuro marido a estava traindo. Todos nós sabemos como foi o final dessa história. O noivo foi literalmente flagrado de calças baixas numa situação comprometedora com a uma das madrinhas do casamento. Eles foram flagrados dentro do banheiro da recepção do edifício aonde está ocorrendo o casamento, como podemos ver no vídeo que foi gravado no local por um dos convidados. Quem nesta situação é culpado? É o marido? Bem, ele é culpado de uma coisa, mas, isto não teria acontecido se a noiva nunca tivesse sido empurrada a seguir em frente com o casamento em primeiro lugar? O público deve exigir que a indústria de planejamento de casamentos seja regulada por lei? Será que a organizadora do casamento, Viola Holt, vai ser processada pela noiva ou pela família?

Sou Dana Rothschild e vou mantê-la atualizados à medida que esta história se desenvolve.…”

Eu aperto o mudo da tv, tenho a sensação de que estou vendo a minha própria morte acontecer. Olho para o meu celular, não tem nenhuma mensagem. Isso é bom ou ruim? Neste momento, queria que alguém, pode ser quem for, que me envie uma mensagem. Alguém, independentemente que seja para me dizer que sou a pessoa mais inútil, egoísta, manipuladora e gananciosa que alguém já conheceu. Eu preferiria uma mensagem de um amigo oferecendo um ombro para chorar, mas na falta dessa até que eu me contentaria com a opção anterior. Qualquer coisa que me faça parar de pensar como será o amanhã, se irei acordar e nada passar de um pesadelo.

Decidi que vou devolver o dinheiro da família. Todo o dinheiro, não só os lucros como planejei fazer. Tudo mesmo, eu posso arcar com as despesas. Vai me causar um arrombo nas minhas economias, mas o que mas posso fazer?

Dadas as circunstâncias, é a melhor coisa a fazer. Pelo menos posso fazer com que a Trish e os pais dela sentiam se como se não tivessem sido enganados financeiramente.

Eu acabo dormindo no sofá enquanto assistia um Reality show sobre casamentos de casais. Eu conheço o show bem e eu até esperava ser destaque no show em algum momento, mas eu estou agora bastante certo de que esse sonho foi por água abaixo. Eles nunca, mas me chamariam para ser parte do show.

Tenho um sono perturbado, em algum momento durante o sono devo ter acordado e desligado a televisão. Quando eu finalmente acordei, vê que meu corpo agradecia o descanso físico, mas a minha mente não tinha descansado nada,

São nove da manhã.

Merda! Eu me levanto do sofá e corro até o banheiro onde escovo os dentes e tomo banho em tempo recorde, eu me seco, me visto, e aplico pouca maquiagem. me olho no espelho e decido que estou bem-vestida. Não quero parecer muito inteligente ou muito esnobe quando me encontrar com os pais da Trish. Tenho a certeza de que já viram as notícias e não quero dar nenhuma indicação que as acusações daquela jornalista Dana seja verdade.

Saio de casa e vou para a casa dos pais da Trish, levo 30 minutos para chegar à casa deles. Quando eu paro na porta da casa há um BMW série 5 estacionada do lado de fora. De quem será, me pergunto. Tenho certeza de que não e o carro da família, Já estive aqui muitas vezes durante a preparação para o casamento para saber que não é o veículo deles.

Eu dou uma boa olhada no carro enquanto eu entro pela entrada que leva direto porta da frente. Toco à campainha e espero nervosamente que a porta se abra, me repreendendo por não ter me vestido melhor.

A porta abre e é o pai da Trish, George. Ele me olha friamente.

-Bom dia, ele diz sem dizer meu nome, como que me disse-se que não seria amigável comigo.

-Bom dia, Senhor, eu digo. -Poderia entrar?

-Depois do desastre de ontem à noite, você é a última pessoa que esperava ver. Você não é bem-vinda, mas imagino que temos coisas pendentes para conversarmos. Estamos ocupados com outra reunião, então se você não se importar de esperar na sala da entrada até que terminemos…

-Sim, eu entendo, eu respondo. George me dá passagem para eu entrar.

Seguro minha bolsa junto ao corpo enquanto espero na sala. Consigo ouvir vozes suaves na sala de estar, mas não consigo ouvir o que estão dizendo. Pelo tom das vozes, percebo que eles estão quase acabando. E tenho razão, George reaparece pouco tempo depois acompanhando o convidado até a porta.

Quando o vejo, sinto como se o meu sangue começasse a ferver instantaneamente. Sei que o meu rosto está corado e não é por causa do breve período de intimidade que compartilhámos, mas por causa da minha raiva por ele.

Rick. Eu deveria ter imaginado. Ele me vê, sorri e pisca, e depois a cara dele fica séria, enquanto balança a cabeça quase imperceptivelmente e depois muda para como alguém que está decepcionado. Nunca vi alguém experimentar tantas expressões tão depressa. Sinto o meu estomago se contorcendo. Tenho a certeza de que ele está aqui por minha causa, e tenho a certeza de que ele vira atrás de mim. Eu me sinto mal, me sinto corar como uma criança repreendida em público, apesar de ninguém ter dito nada.

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Litres'teki yayın tarihi:
20 kasım 2021
Hacim:
220 s.
ISBN:
9788835429494
Tercüman:
Telif hakkı:
Tektime S.r.l.s.
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