Kitabı oku: «Inscripções portuguezas»

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Luciano Cordeiro

Inscripções portuguezas


Publicado pela Editora Good Press, 2022

goodpress@okpublishing.info

EAN 4064066409197

Índice de conteúdo

Inscripções Portuguezas

INSCRIPÇÕES PORTUGUEZAS

Inscripções Portuguezas

A Gomes de Brito

I

II

III

IV

V

VI

VII

VIII

IX

X

XI

XII

XIII




VESPERAS DO CENTENARIO
DA
INDIA


Inscripções Portuguezas

Índice de conteúdo

POR
LUCIANO CORDEIRO



Fiel guarda da memoria é a escripta, porque renova as cousas antigas, confirma as novas, conserva as confirmadas e representa as conservadas para que as noticias d'ellas se não entreguem ao esquecimento dos vindouros. (N'um diploma de doação de Affonso Henriques ao Mestre Galdino Paes.--Trad.)




LISBOA
IMPRENSA NACIONAL
1895


INSCRIPÇÕES PORTUGUEZAS

Índice de conteúdo



VESPERAS DO CENTENARIO
DA
INDIA


Inscripções Portuguezas

Índice de conteúdo

POR
LUCIANO CORDEIRO

Fiel guarda da memoria é a escripta, porque renova as cousas antigas, confirma as novas, conserva as confirmadas e representa as conservadas para que as noticias d'ellas se não entreguem ao esquecimento dos vindouros. (N'um diploma de doação de Affonso Henriques ao Mestre Galdino Paes.--Trad.)



LISBOA
IMPRENSA NACIONAL
1895



A
Gomes de Brito

Índice de conteúdo





INSCRIPÇÕES PORTUGUEZAS


1.ª SERIE


(EXTRAHIDA DA ARTE PORTUGUEZA)





É claro que os seguintes apontamentos, desordenadamente colhidos e reunidos, não têem a menor pretenção a iniciar um Corpo de inscripções portuguezas, que, aliás, era tempo de começar-se.


Estas notas dispersas, que a piedade domestica, a prosapia genealogica, a vaidade individual, o culto civico escreveu na pedra ou no bronze dos monumentos ou das campas, têem, sob varios aspectos, um irrecusavel interesse critico, alem de que são, frequentemente, verdadeiras e importantes revelações históricas.


Parecerá até impertinencia querer demonstrar, ainda, a utilidade da sua colheita e registo.


Ora, todos os dias ruem os monumentos e vão-se apagando e desapparecendo as legendas tumulares, por esse paiz fóra.


É, comtudo, tão facil, tão agradavel passatempo, até, conserval-as!


Nas minhas excursões provincianas, tenho consagrado ao calco,--ao modesto e singelissimo calco a papel, agua e escova,--a dedicação de uma propaganda importuna e teimosa, e é ainda a idéa de reforçar essa propaganda pela lição directa da sua razão e utilidade, que me determinou a ir publicando os primeiros resultados,--embora pequenos, valiosos.


Pareceu-me, porém, não dever limitar-me a reunir, apenas, as inscripções agora directamente colhidas, e, menos ainda, sómente as que podessem considerar-se ineditas.


Alem de que algumas, publicadas de ha muito, precisam e poderam ser corrigidas por um novo exame, o successivo agrupamento das que andam dispersas por varias obras é evidentemente um bom serviço, em que oxalá me permittissem o tempo e os recursos poder cooperar melhor do que procurarei fazel-o.







I

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Thomar, convento de Christo, na Sacristia Velha: pequena lapide, caracteres gothicos minusculos.



Leitura:


--Esta capella mandou fazer Vasco Gonçalves d(e) Almeida, cavalleiro, e sua mulher Mecia Lourenço, amos do Infante Dom Henrique, e foi feita (na) era do Salvador de 1426.--


Damião de Goes (Liv. das Linh. MS.) abre o--Titulo dos Almeidas--com o seguinte:



--«Fernão d'Alvares d'Almeida foi um honrado cavalleiro em tempo delRei Dom João o 1.º. Foi Vedor de sua Casa, sendo elle Mestre d'Aviz, e, depois, em sendo Rei, foi Craveiro da dita Ordem e Ayo dos filhos do dito Rei. «Houve filhos bastardos: Diogo Fernandes d'Almeida, Alvaro Fernandes d'Almeida e Nuno Fernandes, de quem não ha geração. E houve filhas».


N'esta bastardia, é que continuou e prosperou fidalgamente o nome, logo pelo primeiro rebento,--o Diogo,--que foi vedor da fazenda de D. João I e. de D. Duarte, e que, segundo Goes--«casou com sete mulheres»--das quaes o illustre chronista se limita a citar duas, apenas, se é que não houve erro de copia na primeira conta:



«...a primeira, filha de Dona Tareja, filha de João Fernandes Andeiro, Conde de Ourem e foi irmã, da parte da Mãe, do Arcebispo de Braga Dom Francisco da Guerra; e della houve a Lopo d'Almeida; e a outra segunda mulher foi filha do Prior do Crato Dom Nuno Gonçalves, e houve della a Alvaro d'Almeida e Antão d'Almeida e Dona Branca d'Almeida, primeira mulher de Ruy Gomes da Silva, o da Chamusca, e Dona Isabel d'Almeida, mulher d'Alvaro de Brito, e assim houve outras filhas.»


Não terá havido anterior ligação com a familia do Prior, e não derivaria d'ella o Vasco Gonçalves, da inscripção?


O que parece certo é ter elle escapado, até agora, á luz indiscreta da Genealogia, na desolada solidão da Sacristia Velha de Thomar, com a sua companheira, a Mecia Lourenço, que trouxe, naturalmente, aos burguezes seios o--«Alto Infante»--das descobertas.


Amos do Infante são evidentemente os que o crearam; e esta designação abrangendo a Mecia, deve indicar a mulher que o amamentou. Bemditos peitos!


Devo o calco d'esta inscripção ao meu amigo sr. M. H. Pinto, o distincto artista e director da escola industrial de Thomar.




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Yaş sınırı:
0+
Litres'teki yayın tarihi:
16 ocak 2025
Hacim:
33 s. 16 illüstrasyon
ISBN:
4064066409197
Yayıncı:
Telif hakkı:
Bookwire
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